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Como fotografar seus jogos pra vender mais rápido

Balcão dos Jogos·31 de jul. de 2026

A foto é o primeiro filtro, antes até do preço

Antes de o comprador ler o título ou olhar o preço, ele já formou uma opinião só pela miniatura da foto. Anúncio com foto escura, borrada ou tirada de cima pra baixo com sombra do celular no meio passa a sensação de descuido — e descuido na foto é lido, mesmo sem querer, como descuido no cuidado com o item também. Isso vale tanto pra um cartucho de Mega Drive de R$ 40 quanto pra um console CIB de R$ 800.

A boa notícia: fotografar bem coleção retrô não exige câmera profissional. Exige luz, fundo e alguns ângulos certos.

Luz natural resolve 80% do problema

Esqueça flash direto do celular — ele estoura o plástico brilhante do console e cria reflexo que esconde detalhe. O ideal é luz natural indireta: perto de uma janela, num horário sem sol batendo direto, ou num dia nublado (que difunde a luz e elimina sombra dura). Se só tem luz artificial em casa, use uma lâmpada branca (não amarela) e afaste o item da fonte de luz pra evitar reflexo direto na superfície plástica.

Teste antes de fotografar tudo: tire uma foto, olhe na tela do celular em tamanho maior (não só na miniatura), confira se dá pra ler os textos da caixa e se as cores batem com a realidade.

Fundo neutro, sem poluição visual

Fundo bagunçado — tapete estampado, mesa cheia de outros itens, parede com quadro atrás — rouba a atenção do produto. Um fundo branco, cinza claro ou até um lençol liso já resolve. Não precisa investir em fundo infinito de estúdio: uma cartolina branca colada na parede atrás da mesa já cumpre o papel pra a maioria dos itens pequenos e médios.

Os ângulos que todo anúncio de coleção precisa ter

Pense como quem está comprando sem poder pegar no item: quais ângulos você pediria pra ver antes de decidir?

  1. Frente completa — o item inteiro, com a caixa (se tiver) centralizada e nítida.
  2. Detalhe do encaixe/conectores — onde geralmente mora o desgaste (entrada de cartucho, porta USB, conector de vídeo).
  3. Estado real dos plásticos — em ângulo que mostre risco, amarelamento ou desgaste, se existir. Mostrar o defeito de propósito, bem iluminado, evita reclamação depois e passa confiança — o comprador sente que você não está escondendo nada.
  4. Ligado e funcionando, se possível — mesmo que seja uma foto da tela de título do jogo rodando no console. Isso vale mais que qualquer descrição escrita de "testado e funcionando".
  5. Acessórios inclusos organizados ao lado, não empilhados — manual, cabos, controle — pra ficar claro o que exatamente está incluso no preço.

Edição: o mínimo, não o máximo

Ajustar brilho e contraste levemente pra foto ficar fiel ao que o olho vê é legítimo. Aumentar saturação pra deixar o plástico "mais branco" do que realmente é, ou cortar um risco visível na edição, é o tipo de coisa que gera devolução e denúncia — porque o comprador recebe algo diferente do que viu no anúncio, e isso destrói a reputação da sua loja mais rápido do que qualquer outra coisa.

Um cadastro, fotos reaproveitadas em todo canal

O trabalho de fotografar bem só vale a pena se as fotos circulam em todos os lugares onde você anuncia — repetir a sessão de fotos pra cada canal é tempo que ninguém tem sobrando. Cadastrando o item com essas fotos uma vez só, dá pra levar o mesmo material pro Mercado Livre, pra loja própria e pro texto que você cola manualmente no Enjoei ou OLX, sem refazer nada.